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segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Amor/Ódio

distress
Audrey Hepburn & George Peppard in Breakfast at Tiffany's (1961)
Uma relação íntima entre duas pessoas é um instrumento de tortura entre elas, quer sejam pessoas de sexo diferente ou do mesmo. Todo o ser humano tem dentro de si uma certa quantidade de ódio para consigo mesmo, e esse ódio, esse não conseguir aguentar-se a si mesmo, é algo que tem de ser transferido para outra pessoa, e a pessoa que se ama é aquela para quem melhor se pode tranferir.
in Dublinesca, Enrique Vila-Matas

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Jesus Christ Superstar

Austria Alcantara by Laurie Bartley for Ten Magazine Spring 2010
Austria Alcantara by Laurie Bartley

O senhor não precisa de mais publicidade. Uns gostam, outros não. Eu li os dois últimos e gostei. Mais deste último, porque me fez ver e perceber muitas coisas que não nos são ditas, simplesmente. Falo de José Rodrigues dos Santos e do seu O Último Segredo. Tenho comentado com quem falo sobre o livro que Jesus é a maior personagem da humanidade e, ao mesmo tempo, a maior fraude. Esta afirmação resume o livro. As pessoas ficam a olhar para mim, surpresas, mas como é óbvio não sou eu que digo - é um facto. O autor mostra exactamente isso e muito mais. E não foi ele que se lembrou disto do nada, são, pelo contrário, matérias que teólogos e historiadores sabem, mas que o cidadão comum desconhece.
Fui educada num colégio de freiras e, naturalmente, desde pequena estive exposta a todos os ensinamentos do Catolicismo. Depois cresci e percebi que a religião e a fé são duas coisas que podem ser muito distintas. Assim sendo, hoje sou uma pessoa de fé, porque acredito que existe algo maior que nós (não necessariamente um Deus), mas os costumes e tradições católicas nada me dizem, a não ser claro, no sentido em que acho de extrema importância que existam religiões, ainda para mais uma com valores base de amor, como a Religião Católica. É um tema muito sensível, que fere susceptibilidades, mas que tem muito interesse. Portanto, quem quiser ficar a saber mais sobre Jesus e a religião no geral, faça o favor de ler o livrito. Aconselho.

quarta-feira, 9 de março de 2011

tres marias Agyness Deyn for Culture Call Spring 2011 Campaign by Max Faragocultureagynesscampaign11
Ontem citei Simone e o seu Segundo Sexo, em jeito de celebração do Dia da Mulher. Muito a propósito do 8 de Março, ando a ler o Novas Cartas Portuguesas das emblemáticas três Marias - feministas convictas, portuguesas de gema (não se chamassem elas Maria!) e com ideais universais. Tal como o excerto de ontem, também este livro é tão antigo, como actual. Numa época muito pesada politicamente (1971/1972, pré-25 de Abril) escrever um livro destes, foi sem dúvida um acto de loucura louvável. Elevar a voz, abordando temas tabu e sabendo que as consequências podiam não ser boas, não é para qualquer uma; principalmente quando todas as formas de liberdade e principalmente a de expressão, eram uma utopia para a população em geral e para as mulheres muito particularmente. Há muito que o queria ler e infelizmente estava esgotado há uma série de anos. No final do ano passado surgiu uma nova edição anotada, o que vem ajudar na compreensão dos factos para as gerações mais novas e futuras, que naturalmente não têm conhecimento da importância que este livro teve, tanto no nosso país como além-fronteiras, para as mulheres e para a sociedade.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Eu e Jane, Jane e eu


O primeiro livro que li de Jane Austen, foi o mais conhecido - Orgulho e Preconceito. Foi o único livro que li mais de uma vez. Li também o Sensibilidade e Bom Senso, que deixei ficar num avião e tive de voltar a comprar, porque estava a adorar. Recentemente li o Emma, numa edição muito pobre, e eis que agora morri ao ver na fnac este exemplar lindo, de capa dura da editora Edi9. O problema é que custa cerca de vinte euros e sempre que vou lá para o trazer penso "V. já leste este livro, para quê gastar dinheiro de novo?!" e acabo sempre por trazer outros. Isto tudo leva-me a crer que, primeiro, o meu namorado tem razão quando diz que não se julga um livro pela sua bonita capa; segundo, a minha relação com os livros da Jane é, no mínimo, atribulada, mas duma forma positiva; terceiro, definitivamente não sou uma coleccionadora de livros, gosto apenas e muito de os ler. No entanto, se alguém se quiser chegar à frente, pode oferecer-me esta edição que eu despacho a minha num instantinho, e relei-o sem problemas e com mais prazer ainda.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Capitães da liberdade

Voz poderosa como nenhuma outra. Porque é uma voz que chama para lutar por todos, pelo destino de todos, sem excepção. Voz poderosa como nenhuma outra. Voz que atravessa a cidade e vem de todos os lados. Voz que traz com ela uma festa, que faz o inverno acabar lá fora e ser a primavera. A primavera da luta. Voz que chama Pedro Bala, que o leva para a luta. Voz que vem de todos os peitos esfomeados da cidade, de todos os peitos explorados da cidade. Voz que traz o bem maior do mundo, bem que é igual ao sol, mesmo maior que o sol: a liberdade.

Jorge Amado in Capitães da Areia

Um pouco por trauma nunca mais quis ler nada de Jorge Amado, desde que na infância li O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá. Odiei o livro. Felizmente, ultrapassei o preconceito e acabei ontem um dos livros mais bonitos que já tive a oportunidade de ler.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Have yourself a fashionable Chinese New Year

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1. Mulberry; 2. Judith Leiber; 3. Katie Hillier; 4. The Tale of Peter Rabbit, Beatrix Potter; 5. Markus Lupfer; 6. Tiffany & Co.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Li o conto há muito tempo e nunca esqueci*

photos by Andrew Stark
© Andrew Stark

Era uma tarde do fim de Novembro, já sem nenhum Outono.
A cidade erguia as suas paredes de pedras escuras. O céu estava alto, desolado, cor de frio. Os homens caminhavam empurrando-se uns aos outros nos passeios. Os carros passavam depressa.
Deviam ser quatro horas da tarde de um dia sem sol nem chuva.
Havia muita gente na rua naquele dia. Eu caminhava no passeio, depressa. A certa altura encontrei-me atrás de um homem muito pobremente vestido que levava ao colo uma criança loira, uma daquelas crianças cuja beleza quase não se pode descrever. É a beleza de uma madrugada de Verão, a beleza de uma rosa, a beleza do orvalho, unidas à incrível beleza de uma inocência humana.
Instintivamente o meu olhar ficou um momento preso na cara da criança. Mas o homem caminhava muito devagar e eu, levada pelo movimento da cidade, passei à sua frente. Mas ao passar voltei a cabeça para trás para ver mais uma vez a criança.
Foi então que vi o homem. Imediatamente parei. Era um homem extraordinariamente belo, que devia ter trinta anos e em cujo rosto estavam inscritos a miséria, o abandono, a solidão. O seu fato, que tendo perdido a cor tinha ficado verde, deixava adivinhar um corpo comido pela fome. O cabelo era castanho-claro, apartado ao meio, ligeiramente comprido. A barba por cortar há muitos dias crescia em ponta. Estreitamente esculpida pela pobreza, a cara mostrava o belo desenho dos ossos. Mas mais belos do que tudo eram os olhos, os olhos claros, luminosos de solidão e de doçura. No próprio instante em que eu o vi, o homem levantou a cabeça para o céu.
Como contar o seu gesto?
Era um céu alto, sem resposta, cor de frio. O homem levantou a cabeça no gesto de alguém que, tendo ultrapassado um limite, já nada tem para dar e se volta para fora procurando uma resposta: A sua cara escorria sofrimento. A sua expressão era simultaneamente resignação, espanto e pergunta. Caminhava lentamente, muito lentamente, do lado de dentro do passeio, rente ao muro. Caminhava muito direito, como se todo o corpo estivesse erguido na pergunta. Com a cabeça levantada, olhava o céu. Mas o céu eram planícies e planícies de silêncio.
Tudo isto se passou num momento e, por isso, eu, que me lembro nitidamente do fato do homem, da sua cara, do seu olhar e dos seus gestos, não consigo rever com clareza o que se passou dentro de mim. Foi como se tivesse ficado vazia olhando o homem.
A multidão não parava de passar. Era o centro do centro da cidade. O homem estava sozinho, sozinho. Rios de gente passavam sem o ver.
Só eu tinha parado, mas inutilmente. O homem não me olhava. Quis fazer alguma coisa, mas não sabia o quê. Era como se a sua solidão estivesse para além de todos os meus gestos, como se ela o envolvesse e o separasse de mim e fosse tarde de mais para qualquer palavra e já nada tivesse remédio. Era como se eu tivesse as mãos atadas. Assim às vezes nos sonhos queremos agir e não podemos.
O homem caminhava muito devagar. Eu estava parada no meio do passeio, contra o sentido da multidão.
Sentia a cidade empurrar-me e separar-me do homem. Ninguém o via caminhando lentamente, tão lentamente, com a cabeça erguida e com uma criança nos braços rente ao muro de pedra fria.
Agora eu penso no que podia ter feito. Era preciso ter decidido depressa. Mas eu tinha a alma e as mãos pesadas de indecisão. Não via bem. Só sabia hesitar e duvidar. Por isso estava ali parada, impotente, no meio do passeio. A cidade empurrava-me e um relógio bateu horas.
Lembrei-me de que tinha alguém à minha espera e que estava atrasada. As pessoas que não viam o homem começavam a ver-me a mim. Era impossível continuar parada.
Então, como o nadador que é apanhado numa corrente desiste de lutar e se deixa ir com a água, assim eu deixei de me opor ao movimento da cidade e me deixei levar pela onda de gente para longe do homem.
Mas enquanto seguia no passeio rodeada de ombros e cabeças, a imagem do homem continuava suspensa nos meus olhos. E nasceu em mim a sensação confusa de que nele havia alguma coisa ou alguém que eu reconhecia.
Rapidamente evoquei todos os lugares onde eu tinha vívido. Desenrolei para trás o filme do tempo. As imagens passaram oscilantes, um pouco trémulas e rápidas. Mas não encontrei nada. E tentei reunir e rever todas as memórias de quadros, de livros, de fotografias. Mas a imagem do homem continuava sozinha: a cabeça levantada que olhava o céu com uma expressão de infinita solidão, de abandono e de pergunta.
E do fundo da memória, trazidas pela imagem, muito devagar, uma por uma, inconfundíveis, apareceram as palavras:

- Pai, Pai, por que me abandonaste?

Então compreendi por que é que o homem que eu deixara para trás não era um estranho. A sua imagem era exactamente igual à outra imagem que se formara no meu espírito quando eu li:

- Pai, Pai, por que me abandonaste?

Era aquela a posição da cabeça, era aquele o olhar, era aquele o sofrimento, era aquele o abandono, aquela a solidão.
Para além da dureza e das traições dos homens, para além da agonia da carne, começa a prova do último suplício: o silêncio de Deus.
E os céus parecem desertos e vazios sobre as cidades escuras.
Voltei para trás. Subi contra a corrente o rio da multidão. Temi tê-lo perdido. Havia gente, gente, ombros, cabeças, ombros. Mas de repente vi-o.
Tinha parado, mas continuava a segurar a criança e a olhar o céu.
Corri, empurrando quase as pessoas. Estava já a dois passos dele. Mas nesse momento, exactamente, o homem caiu no chão. Da sua boca corria um rio de sangue e nos seus olhos havia ainda a mesma expressão de infinita paciência.
A criança caíra com ele e chorava no meio do passeio, escondendo a cara na saia do seu vestido manchado de sangue.
Então a multidão parou e formou um círculo à volta do homem. Ombros mais fortes do que os meus empurram-me para trás. Eu estava do lado de fora do círculo. Tentei atravessá-lo, mas não consegui. As pessoas apertadas umas contra as outras eram como um único corpo fechado. À minha frente estavam homens mais altos do que eu que me impediam de ver. Quis espreitar, pedi licença, tentei empurrar, mas ninguém me deixou passar. Ouvi lamentações, ordens, apitos. Depois veio uma ambulância. Quando o círculo se abriu, o homem e a criança tinham desaparecido.
Então a multidão dispersou-se e eu fiquei no meio do passeio, caminhando para a frente, levada pelo movimento da cidade.

Muitos anos passaram. O homem certamente morreu. Mas continua ao nosso lado. Pelas ruas.

O Homem, Sophia de Mello Breyner Andresen in Contos Exemplares

*Hoje vi esta fotografia e tive de o reler.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Freja Beha Erichsen for Harry Winston Jewelry 2010 Campaign by Patrick Demarchelier
Freja Beha Erichsen by Patrick Demarchelier

"Ora ria-se lá outra vez!..."
A rapariga parou igualmente a meio do passeio e fitou-o com uma expressão interrogadora, sem perceber o pedido.
"O quê?"
"Gostava que se risse outra vez", repetiu ele. "Sabe que tem o sorriso mais bonito que alguma vez vi numa rapariga? Quando os seus lábios sorriem, os olhos também se alegram, a cara ri e todo o corpo a acompanha. Nunca vi coisa igual!"

José Rodrigues dos Santos in O Anjo Branco

Quando li isto, lembrei-me de um acontecimento parecido. A diferença é que foi uma mulher a dizer-me, mas isso é um pormenor sem importância.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Leituras

Photobucket
Liu Wen by Benoit Peverelli

Não há ninguém que me aconselhe um livro leve, levezinho, daqueles que não exijam esforço intelectual? No último mês devorei O Homem Duplicado de Saramago, o Travessuras da Menina Má de Llosa, o Para interromper o Amor da Mónica Marques e o A Festa do Chibo também do Llosa. Aconselho todos, em especial os do Llosa (bem-dito Prémio Nobel!) e A Festa do Chibo principalmente. É muito pesado, arrepiante mesmo, mas uma obra magistral. Agora digam lá qualquer coisa que se possa ler sem dificuldade. O tormento da Bioquímica, da Genética e afins vão ter de substituir o prazer dos grandes livros. Infelizmente.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

O contrário de tocar

Marilyn Monroe – The Entire Bert Stern Photoshoot 5
Marilyn Monroe photographed by Bert Stern, June 24, 1962
Marilyn Monroe – The Entire Bert Stern Photoshoot
Marilyn Monroe by Bert Stern in The Last Sitting

Em The Last Sitting, o livro onde estão muitas das melhores fotos de Marilyn Monroe poucos dias antes de morrer, Bert Stern conta como foi a sessão e a certa altura diz: "Eis que estou por cima dela. Mas não ultrapasso a última etapa, onde a vista se confunde com o tocar. Ainda não. Se fizer isso agora, tudo terminará muito cedo, e a energia que alimenta estas imagens vai evaporar-se. Em vez de me inclinar sobre ela, como desejo, fico ao seu lado, a uma distância magnética que é um pouco o contrário de tocar. Quero ter tempo olhá-la antes de precipitar tudo. Essa energia do olhar é maravilhosa."
Eu acho que ele está a contar muito bem o momento mais fantástico entre duas pessoas. Quando estamos a milímetros do inevitável e esperamos por ele só mais um bocadinho até não conseguirmos aguentar mais, porque a seguir virão as tempestades de Inverno. Isto acontece algumas vezes na vida. Poucas, muito poucas, talvez. Mas para mim era o melhor dos vícios.

domingo, 13 de junho de 2010

Dia do senhor #61

É repetente, mas neste caso nunca é de mais reforçar a ideia:
rodrigo santoro in mario de janeiro testino
rodrigo santoro in mario de janeiro testino2
|Rodrigo Santoro by Mario Testino in MaRio de Janeiro Testino|

Ide em pecado e que o senhor vos acompanhe.
"Oh God, make me good, but not yet!"

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Dos livros

Tralha II
|Miranda Kerr|

Sempre adorei ler, desde pequena. Li todos os livros infantis que haviam para ler aqui em casa e à medida que fui crescendo aventurei-me no mundo do Romance, sem quase nunca de lá sair. Li muita porcaria na adolescência e, de vez em quando, ainda me apetece ler a chamada literatura light, dos Nicolas e das Svevas. No fundo, o que eu gosto mesmo é que me contem uma história. Gosto de entrar no mundo das personagens, de imaginar os cenários detalhadamente e de absorver as vidas e experiências de vida delas. Depois, quando um livro me agrada realmente, custa-me arrumá-lo na prateleira. Fico triste, porque não vou saber mais nada da história das personagens que acompanhei. E relei-o os sublinhados e tomo nota mentalmente de que quero voltar àquela vida, reler aquele livro. Tenho pena de já não ter tanto tempo para me dedicar à leitura, de chegar à noite tão cansada que a última coisa que me apetece é estar de luz acesa a olhar para palavras pequeninas, de não conseguir ler nos transportes públicos. Arrasto um Saramago há meses comigo, literalmente. Anda com a capa estragada das viagens que faz nas minhas malas. É o meu escritor preferido, já o tinha dito aqui. A sua inteligência, ironia e forma de escrita fascinam-me. Em suma, sempre tive um enorme gosto pelas letras. No ensino secundário questionava-me se estaria na área correcta, precisamente por isso. Segui o meu caminho por outro sentido mas acho que o facto de agora escrever num blog é pela mesma razão. Não escrevo bem, tudo o que aqui deposito são palavras que me agradaram noutros sítios e que fui acumulando e tomando como minhas nas minhas vivências. É uma meia verdade, mas uma justificação plausível para o que pretendo deste blog - expressar(-me).

sexta-feira, 5 de março de 2010

Singularidades

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|Monica Bellucci|

A propósito de uma obra, de resto assaz irritante, intitulada Modern Woman: a lost sex, Dorothy Parker escreveu: "Não posso ser justa em relação aos livros que tratam da mulher como mulher... A minha ideia é que todos, homens e mulheres, o que quer que sejamos, devemos ser considerados seres humanos". Mas o nominalismo é uma doutrina um tanto limitada; e os anti-feministas não têm dificuldade em demonstrar que as mulheres não são homens. Sem dúvida, a mulher é, como o homem, um ser humano. Mas tal afirmação é abstracta; o facto é que todo o ser humano concreto situa-se sempre de um modo singular.

Simone de Beauvoir in Le deuxième sexe: I. Les faits et les mythes

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Duas faces. Uma moeda.

TRALHA
|Ashley Smith by Benny Horne|

(...) claridade e obscuridade são a mesma sombra e a mesma luz, o escuro é claro, o claro é escuro, e quanto a ser alguém capaz de dizer de facto e exactamente o que sente ou pensa, imploro-te que não acredites, não é porque não se queira, é porque não se pode (...)
José Saramago in Jangada de Pedra

domingo, 14 de fevereiro de 2010

P.S. I Love You

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Está a dar o P.S. I love you na Sic. Um óptimo filme para o dia dos namorados. Aliás, uma imagem dele está ali no post mais abaixo. Li o livro e depois disso devo ter visto o filme uma meia dúzia de vezes até hoje, sem me cansar. A Hilary Swank é uma actriz fenomenal e o filme ganha imenso com ela. Mas é a história que me prende. Uma bela história de amor  com momentos verdadeiramente dramáticos e outros de total comédia. Vejam e leiam o livro, porque valem a pena. O filme difere em alguns pormenores do livro e não sei, sinceramente, qual deles prefiro.