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terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Todos diferentes, todos iguais

© Jamie Nelson
© Jamie Nelson

Como uma grande percentagem da população mundial, gosto de observar pessoas desconhecidas. Não do género de estar sentada numa esplanada a ver os trapos e sapatos de quem passa, mas quando ando de transportes públicos, por exemplo, e ouço as conversas ou simplesmente imagino traços de personalidade e vidas por detrás da capa no casal da mesa ao lado. Curiosamente, no outro dia li algures num blog, uma pessoa a relatar que, por vezes, dá com ela a imaginar toda a gente que tem cabelo comprido, com cabelo curto. Uma coisa ridícula, bem sei, mas eu sempre adorei fazer isso e aquilo ficou-me gravado por achar que era uma coisa que só eu fazia. Mais uma vez, a prova de que até em coisas tão estúpidas como imaginar uma pessoa com cabelo curto, a humanidade é tão semelhante. Todos nós fazemos coisas sem lógica para dar azo à nossa imaginação ou porque simplesmente nos diverte. A verdade é que somos todos muito mais parecidos do que queremos crer. E por isso, muitas vezes, arrisco-me a analisar determinado comportamento de alguém em conversa, com a minha psicologia barata. Não é muito difícil entrar na mente do vizinho, basta ir buscar as nossas próprias vivências e adaptá-las. Um dia destes, ainda vou descobrir a receita para viver a vida em pleno, porque esta coisa de perceber a mente humana fascina-me. É que os ingredientes estão todos cá dentro e dentro de toda a gente, muitas vezes só nos falta saber misturá-los.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Conversa de gaja

Alice Rausch by Jamie Nelson4
|Alice Rausch by Jamie Nelson|

Todos os meus biquínis estão perfeitos da cintura para baixo, mas só num único exemplar cabem as boops (em inglês soa tudo melhor) sem saltarem muito para fora. Umas com tanto, outras com tão pouco.