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terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Hoje foi o dia

Sante+D'Orazio+14
© Sante D'Orazio

O facebook, na prática, pode não servir para mais nada, mas é muito bom quando nos permite entrar em contacto com pessoas que em algum momento da nossa vida nos fizerem felizes e que estavam desaparecidas há anos.

sábado, 29 de maio de 2010

Dúvida que persiste em atormentar-me

Alguém me esclarece por que razão as pessoas adolescentes-a-precisarem-de-atenção, para ser mais precisa expõem a vida toda nos nicks do Messenger? E quem diz Messenger, também pode dizer redes sociais. Agradecida.

Ah esperem... Eu disse adolescentes-a-precisarem-de-atenção? Está explicado.

domingo, 31 de janeiro de 2010

Externato Santa Joana

Scan
 © Todos os direitos reservados.

O facebook para além dos desnecessários unfriends, também nos possibilita descobrir pessoas que já não vemos desde pequenos. É o caso do grupo que criaram para os ex-alunos da minha primeira escola, que o foi desde o infantário até ao sexto ano. É engraçado ver como aquelas pessoas se tornaram.
Aqui entre nós que ninguém nos ouve, devo confessar que fui criada num colégio de freiras. Por muito que isso afecte a minha reputação de pessoa cool, a verdade é esta: sou uma menina de colégio. Os meus pais acharam por bem dar-me uma educação num colégio privado... mais, num colégio privado religioso, pronto. E eu só posso agradecer-lhes por isso. Lembro-me com saudade dos tempos que passei por lá, porque foi lá que conheci grande parte dos meus melhores amigos. Lembro-me da professora da pré-primaria, da sala onde íamos ver as velhinhas cassetes de vídeo, da outra onde fazíamos os desenhos que guardo até hoje religiosamente. Lembro-me da sala do primeiro ano, da irmã Alzira que me ensinou a ler e a escrever e, no fundo, contribuiu para muito do que sou hoje. Lembro-me da irmã Rosário, já no quinto ano, que apagava o quadro de ardósia energicamente e aos pulos, para nos mostrar como se fazia para ficar impecável. Lembro-me também que não gostava dela, era má, gostava de pegar na caderneta para marcar mais e menos e obrigava-nos todas as manhãs a rezar em conjunto. Depois havia a irmã Graça, essa sim, uma querida. Tudo o que sei de português devo-o, em grande parte, a ela. Era uma belíssima professora.
São muitas memórias. Fazíamos imensos passeios de estudo, imensas festas com coreografias super originais para apresentar aos pais e à comunidade escolar no palco, no campo de futebol ou no ginásio; tínhamos uma quinta com árvores de fruto para onde nos levavam a fazer educação física e depois, haviam as cerimonias religiosas na capela do colégio, a parte que menos gostávamos mas que, de certa forma, também tenho saudades. O que também não gostávamos era da farda. Todos vestidos a rigor, todos os dias, todos iguais. Era uma seca, porque principalmente as meninas queriam levar as suas roupas mais bonitas.
Outra das coisas que lá aprendi - e que me recrimino por não ter continuado - foi tocar piano. É triste, mas hoje não sei tocar nem parte de uma partitura musical. Consigo ler as notas, mas nada do que fazia na altura. No fim do ano, participava sempre na Audição Musical e enchi-me de orgulho quando fui eu a encerrar o espectáculo. Os meus pais, sobretudo o meu pai, adorava que eu tivesse continuado neste mundo.
Enfim! Como percebem facilmente tive uma infância feliz e saudável. Não fui rebelde e devo ter dito a minha primeira asneira quando cheguei ao secundário. Fui, em suma, uma menina de colégio e uma menina dos papás. Tinha amigos, fui sempre um ser sociável e gostava de ir à escola. Aliás, a minha mãe conta que eu chorava se, por alguma razão, ela não me pudesse levar. Da educação religiosa guardo pouco, apenas o mais importante: os valores.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

No comment

Não tenho o hábito de fazer comentários na blogo. Leio muitos blogs. Demasiados. Mas raramente, muito raramente, comento. Primeiro, porque só o faço quando vejo coisas que valham realmente a pena. Ou por outra, leio muitas coisas giras nos blogs que sigo e visito diariamente, mas que, por estar tudo dito, suponho que não adiante dizer mais nada. Segundo, porque esta coisa dos comentários, principalmente nas camadas jovens, me faz lembrar aquela coisa do hi5. E eu cada vez mais, gosto menos do hi5. Exemplo: "ai que escreves tão bem", "ai que tens tanta piada", "ai que gosto tanto do teu cantinho... mas vai lá visitar o meu".
Não me interpretem mal minha gente, não é arrogância. Só não gosto de bajulação e não lido bem com elogios. Mas isto sou eu que não gosto de ser o centro das atenções. Ou melhor: as luzes da ribalta só quando eu quero. E porque acho que esta coisa da blogosfera serve mais para expressar, do que para impressionar e arranjar gente que nos siga a todo o custo. É óbvio que muitas vezes queremos mostrar o quão fixes somos e como a nossa vida é gira ou precisamente o contrário - a porcaria que está/é. É óbvio que há dias que não escrevemos só para nós, mas para termos alguém que nos leia. Não a nós enquanto pessoas, porque não é um blog que diz o que somos cá dentro. Mas as nossas palavras, as nossas imagens, os nossos estados de espírito. Que nos leiam e compreendam minimamente. Tenho no blog um escape. É isso. Aqui posso dizer tudo o que quero, partilhar todas as músicas e imagens que gosto,  escrever algumas das minhas opiniões. É um blog pessoal sobre as minhas vivências, não é sobre a minha vida.
Eu sempre tive a ilusória pretensão de querer mudar o mundo, pôr o que não está certo à minha imagem e semelhança. Hoje vejo que, se calhar, eu é que não estou certa em muitas das minhas ideias.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Do ciúme virtual

 TRALHA5
 |Brad Pitt & Angelina Jolie for W magazine|

falámos do ciúme, mas não desta espécie em ascensão - o virtual. A malta antigamente só tinha de controlar as idas delas ao confessionário da igreja paroquial e elas calarem-se com a chegada deles a más horas e a cheirar a álcool. Mudam-se os tempos, mudam-se as mentalidades e elas quiseram ficar mais cosmopolitas entrando para o mundo deles: no trabalho, na diversão, na liberdade, no sexo. A partir daí, eles começaram a ter de olhar menos para os rabos-de-saia alheios. Primeiro, porque elas também já vestiam calças e segundo, porque tinham que tomar conta da sua dita cuja.
Isto era no princípio dos tempos. Depois vieram os telemóveis. A vida dos apaixonados tornou-se dura com telefonas e mensagens para controlar. No entanto, uma gota de água no oceano se quisermos comparar com a realidade dos nossos dias. Ele é hi5, ele é Facebook, ele é Twitter, ele é Blogs, ele é Messenger, etc, etc, etc. Enfim! Para  além de tudo o resto, ainda a Internet a testar a paciência de quem gosta. É que controlar as mensagens ainda é fácil, basta conseguir trabalhar com o telemóvel e pronto. Agora fazê-lo em 286529353670 espaços de possibilidades virtuais... é dose. Só alguém muito dedicado, ou então muito desconfiado.
É o que temos. Vou agora ali ver o perfil do meu homem no hi5. Isto não se pode facilitar com tanta gente desesperada. Como diz o escritor: "O mundo é grande menina!". O que vale é que o rapaz só tem mesmo aquilo. E é bom moço. Digo eu.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Facebook

«És o mais perto da perfeição! É difícil apaixonares-te mas quando gostas de alguém é mesmo a sério. Traições e coisas do género nem te passam pela cabeça. Se andas com alguém é porque gostas mesmo dessa pessoa, não precisas de mais ninguém. Adoras estar com o teu namorado apesar de não suportares exageros. Não aguentas mensagens a toda a hora nem controles obsessivos. Discreta, não gostas de ser o centro das atenções. Se tens namorado ele tem a maior sorte, se ainda não, anda tudo a dormir! Boa sorte»

É por estas e por outras que eu gosto de fazer quizz no Facebook. Elevam-nos o ego.