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quarta-feira, 2 de maio de 2012
sábado, 8 de maio de 2010
Saturday inspiration - Red Hot
|1. Anne Vyalitsyna by David Bellemére; 2. Sasha Pivovarova by Terry Tsiolis; 3. Anna Maria Jagodzinska by Greg Kadel, Lachlan Bailey for Vogue China (April 2008); 4. Jessica Rabbit, Coco Rocha; 5. Dree Hemingway by Sølve Sundsbø, © Terry Richardson; 6. Maryna Linchuk by Mateusz Stankiewicz; 7. Milla Jovovich by David Mushegain; © Ellen Von Unwerth; 8. Pulp Fiction; 9. Daria Werbowy by Terry Richardson; 10. Sara Sampaio, © Horst Diekgerdes; 11. Daria Werbowy by Inez van Lamsweerde & Vinoodh Matadin, Audrey Hepburn; 12. Angelina Jolie by George Holz; 13. Gemma Ward, © Gilles-Marie Zimmermann; 14. © Henri de Toulouse-Lautrec; 15. Scarlett Johansson; 16. © David La Chapelle; 17. © Jessica Rinaldi; 18. ?; 19. ?; 20. Demi Moore by Mark Seliger, Michaela Kocianova|
segunda-feira, 26 de abril de 2010
No surprises
|Lily Donaldson by Carter Smith|
O ser humano nunca está realmente satisfeito com nada. Queixava-me horrores da chuva intensa, dos dias cinzentos, das múltiplas camadas de roupa que tinha de vestir, etc. Agora que está sol, zero de vento e tudo e tudo e tudo, queixo-me das sombras inexistentes, do calor repentino e do bronze nulo que nesta época ainda possuo. Ai futilidade, futilidade... a quanto obrigas?!
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Criançada...
[ Lily Donaldson & Daria Werbowy ]
...então até depois. Vou lá para os Algarves e é coisinha para durar até à próxima segunda. Organizem lá a vossa vida da melhor maneira para poderem passar sem mim este tempo e não terem que cortar os pulsos. Não vai ser fácil, mas é possível. Palavra.
Beijinhos e abraços.
terça-feira, 28 de julho de 2009
Encontros
[Snejana Onopka, Sasha Pivovarova and Lily Donaldson for Vogue US]
A minha vida sempre foi um sucessão de encontros felizes e desencontros difíceis. Sempre encarei tudo de frente, sempre tentei contornar os obstáculos da melhor forma. Não sei se fui capaz de o fazer bem em todas as ocasiões, mas tentei. Quando se trata de pessoas, não gosto de deixar assuntos pendentes, não gosto de meias palavras, não gosto do não sei nem do talvez. Ou é, ou não é.
Cada vez mais acredito que o melhor que a vida nos traz é quando não planeámos nada, quando não estamos à espera de nada e, no fundo, à espera de qualquer coisa. Ontem, mais uma vez, o Universo trouxe-me uma boa surpresa. Trouxe-me aquela que me ensinou tudo sobre a palavra amizade, aquela que fez de mim muito, ou quase tudo, daquilo que sou hoje. Encontrei-a tão perdida como eu. Coincidentemente e ironicamente acabou a relação que mantinha no mesmo dia que eu.
Foi bom perceber que não estou assim tão sozinha. Não que queira de maneira alguma vê-la triste ou de coração partido. Foi bom no sentido em que me revi nas palavras dela. Ela começava as frases e eu acabava-as. Era a mesma angústia, o mesmo vazio, o mesmo sentimento de perda e impotência. O mesmo riso sem brilho. Não come, não dorme, não quer pensar em estar com mais ninguém. Tal e qual eu mesma. Teorizámos muito sobre os homens, sobre a forma frágil que têm de amar que se enrola na posse, sobre a forma fácil com que ultrapassam as coisas, sobre tudo o que damos de nós, tudo o que partilhámos, para no fim acabar como se nada tivesse acontecido. Martirizá-mo-nos por só darmos valor quando perdemos, por nos humilharmos quando o fim se aproxima, por termos deixado que o amor falhasse em nós.
Temo por ela, mais do que por mim. Assim como ela, eu já me atirei de uns quantos precipícios. Mas ao contrário dela, continuarei a acreditar no amor fácil e sem um cavalo branco. A minha atitude é de aceitação e de esperança em melhores dias sem réstia de passado. A M. vai fechar -se, se as coisas não se ficarem bem. Como eu estive durante anos.
Depois de me despedir da M, passei o resto da tarde com a D. a L. e a S. Contaram-me as novidades da viagem do fim-de-semana, contei-lhes o meu e fizemos planos para o meu aniversário que se aproxima. Decidimos por fim fazer um serão de meninas em casa da S. Ela cozinhou para nós uma improvisada e deliciosa massa, fomos tomar café, passear e rir dos nossos males. Acabámos a noite a comer chocolate enquanto víamos o irresistível Hank na Californication.
E agora, aqui estou eu a escrever para libertar a alma, depois de uma noite mal dormida. Não gosto do não sei, mas realmente não sei como estou. O meu estado de espírito é indefinido. Sei, isso sim, que apesar de tudo sou uma miúda de mente e afortunada, porque tenho as melhores pessoas na minha vida.
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