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terça-feira, 13 de janeiro de 2009

De novo

[Paul Newman and Joanne Woodward]


Hoje vou ter que escrever sobre amor, sobre filmes de amor. De novo. Na realidade eu queria um amor como o dos filmes. Não precisava ser um candidato aos óscares, ou um sucesso de bilheteiras. Não tinha de ser sequer um bom filme. Chegava um daqueles que vão directamente para dvd. Cruzavamo-nos à saída do cinema numa qualquer noite, numa caixa do continente ao fim da tarde ou até mesmo numa fila do macdonalds a qualquer hora do dia. Cruzavamo-nos e nunca mais nos largávamos. Passeávamos na praia de mão dada e viajávamos pelo mundo. Chegávamos a casa e íamos para a sala ver um (aí sim!) bom filme. Em silêncio, ou falando sem parar, ou às gargalhadas.
Eu queria um filme em que as personagens não se quisessem perder por nada deste mundo. Que se desejassem desesperadamente. Que o tempo, o lugar, a longevidade, as discussões, os mistérios da vida não fossem um problema. Eu queria um filme onde as personagens se aceitassem com o pacote completo. É só isso. Um filme-de-amor pobre e adolescente, mas feliz.