quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Da mentira


© Sebastian Faena

Há pessoas que vivem tanto e tão bem a mentira, que esta acaba por ser a única verdade nas suas vidas. Ora acreditam que vivem ou viveram uma grande história de amor, pondo os mais diversos floreados para contar uma banalidade; ora dizem que são felizes, mas estão cheias de bocados de vida mal resolvidos a atormentar-lhes a alma; ora acreditam que sendo o que os outros esperam, vão, assim, conquistar a sua amizade e simpatia, etc, etc, etc. Viver assim dever ser extremamente extenuante. É óbvio que todos nós contámos mentiras para nos protegermos das mais diversas situações, e também acredito que quem as usa como prática normal e se convence delas, é unicamente como estratégia de sobrevivência e defesa. Em todo o caso, mais tarde ou mais cedo, em algum momento da vida, os resultados podem, de todo, não ser os mais saudáveis. A qualquer momento a máscara pode cair e a actuação ao invés dos aplausos de satisfação e concordância, recebe uma vaia de desaprovação ou simplesmente silêncio de pena, pela paupérrima comédia em que se tornam.

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