terça-feira, 2 de março de 2010

Eu tenho a professora de Sociologia mais fixe de sempre

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O assunto que mais gosto de desenvolver, tanto na escrita como em conversas, é o das relações entre homens e mulheres. Hoje numa aula este foi o tema principal. Ou melhor, o tema não era este, mas com o desenrolar da aula, conversa puxa conversa e já estávamos a dispersar. 
A minha professora dizia, e eu subscrevo, que a primeira experiência sexual é a mais difícil e que a partir daí é sempre a melhorar. Quando se é adolescente temos as hormonas a fervilhar, é um facto, mas quando o dito momento chega, os nervos atrapalham e podem até estragar tudo. No caso delas é mais pela dor que causa, pelos mitos ouvidos e pelos medos criados. Já no caso deles não há dor, mas a coisa pode não funcionar da melhor forma. Se tal acontecer, e isto numa primeira ou numa milionésima vez, não é de todo aconselhável que a rapariga/mulher passe a mão pelas costas e diga: Deixa lá querido, acontece a todos...não tem importância. É óbvio que a criatura ainda se vai sentir pior. Por muito boa que seja a intenção da menina, não vale a pena constatar um facto, que já por si só é incómodo, em voz alta. Mas é mais que sabido que as mulheres falam por elas e por eles. Não aguentam ficar caladas, tanto nestas situações como noutras. Como por exemplo, quando eles estão a olhar para nós com carinha-de-carneiro-mal-morto, elas perguntam logo: O que é que estás a pensar? Mais uma vez é evidente que ele está a pensar que gosta muito de nós, que nos acha muito queridas, fofas, giras e tudo o mais, mas gaja que é gaja tem necessidade de verbalização e de análise até à exaustão, estragando assim todo e qualquer momento que não necessite de palavras.
Posto isto, também falámos se realmente era uma mais valia a troca constante de parceiros, principalmente nas camadas mais jovens. Decidimos que não, que era muito melhor conhecermos bem o corpo de uma pessoa sem pressas e ter com ela um envolvimento mais a fundo. A professora disse abertamente que no tempo dela teve muitos parceiros (adorei o facto da mulher ser tão liberal), mas que agora - e pegando nas palavras dela - ela e o marido optaram pela exclusividade. Disse que o marido foi dois meses a trabalho para o Brasil e quando ele estava a fazer a mala (esta é a parte  em que eu venero a mulher) lhe dá uma caixa de preservativos e diz: Se acontecer alguma coisa eu não quero saber, mas ficas com o peso na consciência para o resto da tua vida. Perante uma acção e uma afirmação destas ela matou logo todas as hipóteses que ele tinha de ter coragem para pular a cerca.
Conclusão, o acto sexual é como o Vinho do Porto: melhora com o tempo. Já as relações relâmpago, ou one night stand, como quiserem, podem ser giras na loucura da adolescência (ou nem aí, porque ter a primeira vez durante uma bebedeira não é nada giro), na solidão de quem se acha encalhado, mas para nos alimentar a sério o corpo e a alma não compensam. Nem lá perto.

3 comentários:

Joana. disse...

AVÉ TUA PROFESSORA DE PSICOLOGIA xD

Alexandra disse...

E mais nada!

Wilson disse...

Eu quero ter sociologia! :b

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