Foi um bocadinho difícil separar-me da imagem do George Clooney enquanto homem de sorriso bonito, voz hiper-sensual e galã incontornável. Mas quando entrei na personagem e na história percebi que não é fácil interpretar um homem daqueles. É de actor. Sem querer entrar em detalhes, o filme retrata um deslocado da sociedade. Como o próprio nome indica é a história de um homem que vive, literalmente, nas nuvens. Com um emprego fora do comum, tem uma vida solitária e descomprometida e é uma pessoa de emoções contidas. Tem cenas bonitas e frases que ficam no ouvido. Foge mesmo no limite aos clichés, porque apesar da personagem de Clooney perceber que não está no caminho certo e de encarar o compromisso e até a própria vida de outra forma, o desfecho foge ao esperado. Ou seja, arriscar tudo, tentar emendar erros de percurso, irmos contra os nossos medos, seguir impulsos e desejos emocionais, expor fragilidades, tudo na esperança de viver algo maior, nem sempre tem a devida compensação.
A mim também me fez pensar na melancolia que se sente quando se regressa de uma viagem. Quando saímos do aeroporto felizes por regressarmos ao nosso cantinho e tristes por não podermos viver um pouco mais daquela liberdade. Fez-me querer viajar. E como ando numa fase em que o tal desejo de liberdade está mais presente que nunca, este filme assentou que nem uma luva. Revi-me em algumas características das personagens, noutros contextos.
Vale a pena ver com atenção. Ver mais do que uma vez.
2 comentários:
Já vi e gostei bastante. O George Clooney merece a nomeação!
Bora a Londres nas férias da Pascoa? Surgiu uma ideia engraçada, depois conto-te pormenores *
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