Toda a gente sabe que qualquer casal com mais de duas noites de relação gosta de adoptar os chamados petit noms. É ridículo e irracional, mas uma realidade irremediável.
O «amor» passa a «amorzinho», o «amorzinho» evolui para «morzinho» e o «morzinho» termina num medonho «môr». Depois há o «bebé», o «paixão», o «príncipe» e «princesa», o «lindinho» e «lindinha», o «pitchipu», o «pitecu», ou o «bichinho». Eis senão quando, chegam os nomes de comida: «favo-de-mel», «bomboquinha», «biscoitinho», «bola-de-berlim», etc. Tudo de uma variade sem fim e consoante a imaginação de cada um. E tudo, claro está, muito doce, não fosse o amor azedar.
Quando o rol de piroseira parece ter terminado, já depois dos níveis de sedução estarem abaixo de zero, chegam os nomes de animais. Que também são amorosos: «lontrinha», «foquinha», «leitãozinho». Já estou a imaginar «Sim meu passarinho, já vou pa casinha. Não, claro que me 'tou a portar bem, minha empadinha. O teu morzinho não faz maldadezinhas ihihihih». O sufixo «inho» é totalmente indispensável em qualquer frase. Comunicam num novo dialecto que só os próprios percebem. As palavras, para além dos sufixos, ganham também novos tons fonéticos mais melosos e queridos. Enfim... Desligado o telefonema, volta tudo ao normal, porque este palavreado só é para usar com a cara-metade, não em sociedade. Valha-nos isso.
O amor é assim, deixa os apaixonados estúpidos. Conheço uns tantos. Eu própria, sem ser disparatada, também o consigo ser. É como se diz: as relações amorosas são como a alimentação, exageros na dose e ficamos com problemas de coração.
4 comentários:
ahahha. realmente. vê-se muitos assim
Eu gosto particularmente do "minha pipoquinha".
=)
ahahahah, os nomes do "amor"!
Esta engraçado este post :b mas com razão! Nao fosse o Amor piroso :)
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