domingo, 15 de fevereiro de 2009

Metaforicamente falando

Desmesuradamente, depois do fim nada indicia um recomeço. Um homem, qualquer homem, incrivelmente lúcido e propenso à deliquescência, mas também infeliz e inconcebivelmente fantasista apega-se ao embaraço de uma forma descomunal. O objecto da sua aspiração desmerece e merece o seu apelo e apego, esteticamente ou intelectualmente de uma forma resoluta e intemporal ou mundana e transitória. Aquele objecto que solicita, que roga continuadamente o retorno. Esse que é forma num ciclo vicioso face ao gume profundo no âmago. Descontroladamente. Inverosível. Excêntrico. Displicente. Depois de um qualquer fim é a velha narrativa, sempre fica das palavras. Mas o Homem atreito, não se subtrai à jactância, à ostentação, à bazófia da palavra. Depois do fim, só um objecto fausto metido no caminho. Não existe metáfora mais reconfortante.

E agora, só uma questãozinha: se nem sequer me drogo, que raio significa esta merda?

6 comentários:

Nuno, apenas Nuno. disse...

LOL! oh V... eu nadei :x

Zita disse...

Estou a tentar descodificar. Até agora, descobri ideias muito profundas. =P
Gosto imenso deste blog.*

Afonso Costa disse...

Só me apeteceu rir V. Só me apeteceu rir xD

Mas se queres que te diga, não cheguei a perceber o texto.

Nuno R disse...

Acho que é preciso um dicionário bastante completo.

Ivan Mota disse...

Bolas, alocinogenia! Há aí muito código, vou tratar de descodificar isto, agora e já!

Rui Manuel Ferreira disse...

Gostei... Continua com o teu blog!

:)

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