Acreditam pois. Nem sempre o admitem mas no geral, acreditam. Desenganem-se os que pensam o contrário. Claro que há aquelas que são tão sofridas e desgostosas com a espécie masculina que acabam por fugir ao esteriótipo perfeito dos contos de fadas. Óbvio que é preciso ter em atenção que ele não aparece na maioria dos casos por muito que se procure, mas isso são contas de outro rosário. Ao longo da vida as mulheres acreditam e deixam de acreditar vezes sem conta nos momentos de fragilidade, mas nunca se esquecem dele. Isso é ponto assente.Nos nossos dias já não é preciso um cavalo branco, nem sequer um palácio luxuoso. Pode ser uma coisa mais em conta, até porque isto com a crise não deixa que nos alarguemos muito com os pedidos. Hoje é mais qualquer coisa do género: levas-me a jantar fora de vez em quando, dás-me carinho quando eu precisar, podes olhar para as outras mas só tocas em mim, abres-me a porta do carro para eu sair, elevas-me o ego, dás-me flores ou chocolates nos dias de festas, decoras as datas pertinentes, dás-me segurança e apoio, ajudas nas tarefas domésticas, não fazes as necessidades líquidas no tampo da sanita, não dizes mal da sogra à minha frente e...pronto, acho que é tudo. Nada de muita letra manhosa, nem demasiado mel para cima de nós. As mulheres não gostam disso.
Não há nada mais banal do que falar sobre homens e mulheres. Mas vamos discernir (gosto muito da palavra discernir). Estarão as mulheres a ficar menos exigentes? Haverá menos oportunidade de escolha? Ou os homens é que não são o que eram? Talvez sim, talvez não. Ninguém sabe. É tudo muito relativo.
O ponto é que as mulheres acreditam. Não só acreditam como se for preciso esperam séculos para o encontrar. Mea culpa. Às vezes perguntam-me: «Como é possível uma rapariga como tu estar sozinha?». É muito simples na realidade: porque eu mereço o melhor. E o melhor anda por aí algures só que ainda não veio cá bater à minha porta, com ouvi dizer num filme no outro dia. Depois dizem: «Tu vais ser a que terá mais sorte de todas nós!» Eu sei! Olha que esta?! Como se fosse motivo de tristeza não ter namorado. Não precisamos de homens para sermos felizes. Os homens sim, não vivem sem nós, só que a grande maioria não nos quer cair nas mãos, apenas nos braços. Não procuro, não ando desesperada, nem fechada a conhecimentos e aventuras, simplesmente não há nenhum príncipe suficientemente compatível com os meus padrões momentâneos. E não julguem que sou exigente a nível fisíco, porque não sou. É um facto. Mas há muitos outros factores a ponderar. Neste ponto não sei se concordo comigo, não é algo para se ponderar, é algo que se sente.
Vou vendo e vou provando. Um destes dias transformo um sapinho num príncipe encantado!!!
5 comentários:
Gostei tanto deste texto (:
do final, especialmente.
Estou a ver que temos opiniões semelhantes. Eu acredito que se não encontrar um principe perfeito encontro, no mínimo, um compatível. E quando/se o encontrar saberei que é "o tal", por isso ca vou vivendo a minha vidinha sem pressas. *
tens a mania que mandas duas de letra... ahah mas tens jeito pra coisa
Nós não vos queremos cair nas mãos mas apenas nos braços. Muito bom :P Acho que diz tudo sobre mim.
Eu não sei se as mulheres estão a ficar mais exigentes. Estão sim a ter oportunidade de escolha, coisa que não tinham à alguns anos. :)
Aplaudo, de pé!
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