Vamos por pontos:
- No Sábado fui ao teatro com o P. Fomos ver a peça do meu melhor amigo. Saí de lá babadíssima, a transpirar orgulho. Ele, o maior crítico dele mesmo, disse que não tinha sido a melhor noite, que não tinha corrido muito bem. Mas eu adorei sinceramente, ri imenso. E se orgulhosa estava, mais orgulhosa fiquei quando vi esta notícia no JN. Tive que arrancar a página do jornal do café e tudo, qual ladra de artigos jornalístico. Desconfio que vou ser daquelas que colecciona tudo o que existe sobre os seus artistas de eleição, neste caso o meu querido T.
- Não sei por que razão é suposto respondermos sempre com um «Estou bem, melhor impossível!» à pergunta «Como estás?». Quanto a vocês não sei, mas há dias em que eu adorava dizer «Não estou bem, nada está bem», desatar a chorar e não obter como resposta um «Isso não é nada, já passa vais ver». Acredito que possa não ser por mal que o dizemos, mas também acredito que ao dizê-lo estamos a menosprezar a tristeza dos outros. Não devia ser um dado adquirido estarmos sempre de sorriso nos lábios. Por mais que me sinta uma pessoa de bem com a vida, optimista e uma sortuda em muitos (quase todos!) aspectos, há dias que gostava que me deixassem sentir miserável, que não me obrigassem a responder com um «Vai-se andando», quando o que sinto é um vazio enorme, ou uma tristeza que faz doer a alma, só porque tristeza é assunto tabu. Ninguém é feliz todos os dias. Ninguém. Se alguém quiser mesmo saber como estou e se a resposta for negativa prefiro um «Não gostava de estar na tua pele» ou simplesmente silêncio, ao invés de um «Não estás nada triste!». Parece que temos de andar sempre com um brilhosinho nos olhos, lindos e arranjados, com vontade de viver como se não houvesse amanhã. Não, não é assim. A dor existe e é muito humana. E só cada um de nós sabe a dor e o prazer de ser como é. Por favor, criaturas deste mundo maravilhoso, não minimizem estados de espírito, nem sentimentos.
- Tenho uma certa dificuldade em dizer não. Se por um lado não consigo agir sob pressão, melhor dizendo, tenho tendência a fazer o contrário quando sou pressionada/obrigada a. Por outro lado, quando me pedem alguma coisa e mesmo que não me apeteça muito fazê-la ou, de facto, não o queira de todo, custa-me imenso verbalizar essas três letrinhas que podem ter tanto significado. Primeiro, porque ninguém gosta de o ouvir, dependendo do contexto claro. E segundo, porque as boas pessoas têm tendência a querer agradar o mundo. Eu como me enquadro nesse lote, comprovo-o facilmente. Mas as coisas têm que mudar. Vão mudar.
- O meu bronzeado é nulo. E começo a não achar piada nenhuma ao facto do São Pedro estar a brincar com os meus sentimentos. Chuva em Agosto? Ninguém merece.
- Por que é que os homens são básicos de tão previsíveis? Ainda nem em recuperação de mais um choque amoroso, vem-me o meu ex ex dar sinal de vida. Parece que adivinham. Mas o pior é que eles não sabem que quando a cena morre, morre mesmo. Custe o que custar e sem volta a dar. Sendo que agora é mais do que tarde.
1 comentário:
Não, detesto dizer não às pessoas com medo de as desapontar. Quando estou triste, muitas vezes faço de conta que nada se passa, outras vezes digo mesmo como em sinto e sim essa é a típica resposta que se ouve, muitas vezes também eu a uso. A mim o sol também não me apega -.- Quanto ao último, acho que em muitas relações há segundas, terceiras, quartas, quintas e por ai' fora oportunidadees, porque há pelo mens uma que parece que por mais que se viva ainda muito ficou por se viver, outras que não lhe resta nada para dar vida, que quando acaba, acaba para sempre. Gostei do teu blog, vou começar a seguir :)
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