[Heidi Klum e Seal]
Ontem fui jantar com a P. a casa da nossa amiga B. Estavamos nós a fazer horas muito descansadinhas da vida no quarto dela pondo a conversa em dia, quando bate à porta o padrasto com três belas tostas-mistas num prato muito bem decorado para lancharmos. Eu ficaria surpresa perante a situação, uma vez que o meu querido pai (e temo que 99% dos homens), jamais, em tempo algum, faria tal gesto, se já não soubesse o que a casa gasta. Mas diz que é sempre assim, que até lhe leva o pequeno-almoço à cama de quando em vez e outras coisas queridas do género.
Agora pensam vocês "Ah e tal, é para agradar a enteada, a ver se ela gosta mais dele". E eu digo não senhor, pois que não. O homem é mesmo assim, um cavalheiro. Tanto para ela como para a mãe dela claro, uma sortuda. É vê-los, amorosos, a parar o carro para darem um beijo ao som da música a tocar na rádio.
Mas a questão que se levanta é: QUE HOMEM É ESTE? Já não se fazem espécimes desta estirpe. Eu gostava muito de o ter trazido debaixo do braço confesso, mas realmente não me foi possível. Primeiro, porque não cabia, segundo, porque a idade e o facto de ser casado são pormenores relevantes.
E agora vocês, homens que me visitam, mandem flores às vossas mais-que-tudo. A sério. Mandem daqueles ramos grandes que mais parecem jardins. Façam surpresas, nós adorámos surpresas sabem? Pois se não sabem, deviam saber. Uma cartinha apaixonada, um sms a meio da noite a dizer que estão a pensar em nós, um email romântico, um telefona a dizer que somos um docinho, um cd com uma selecção de músicas românticas. Ou uns sapatinhos, um trapinho, um anel, uma viagem. Ou, quissá, um cavalo branco. Qual é o rapazinho que faz estas coisas? Qual é a criatura que dá com os pés à menina e depois se apercebe que foi um erro crucial. Que promove uma reconciliação com direito a beijos à chuva e lavadinho em lágrimas a pedir perdão. Sim, porque uma lágrima ou outra fica sempre bem no que toca aos arrependidos. A cena do homem-não-chora é treta, há lá coisa mais fofinha do que ver um criaturo de 1,85 a chorar por nós.
Valham-me todos os deuses, eu não queria ser tão radical como o MEC, mas que já faltou mais, lá isso já.

5 comentários:
Adorei :D é isso mesmo, um post extremamente necessario (parabens pelo blog :))
Eu já fiz isso uma vez... De manhã. Mas obrigado pela parte que me toca V.
Porque só o fiz uma vez? Porque só deu mesmo para fazer uma vez.
quem me dera que um certo rapazinho le-se este post tão verdadeiro :)
Era sem dúvida um homem daqueles, já se sabe.
Ter um pai daqueles, já nem digo homem, bastava o pai daquela ranhosa da B.. Viver assim é quéra !
P.S. Como não podia deixar de dizer, e foi esta razão que me trouxe aqui, tu és a culpada de todo o meu sofrimento. Devo odiar-te? <3
Realmente já não se fazem homens assim... beijocas
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