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terça-feira, 15 de novembro de 2011
domingo, 21 de março de 2010
Dia Mundial da Poesia
Se me ponho a cismar em outras eras
Em que ri e cantei, em que era querida,
Parece-me que foi noutras esferas,
Parece-me que foi numa outra vida...
E a minha triste boca dolorida,
Que dantes tinha o rir das primaveras,
Esbate as linhas graves e severas
E cai num abandono de esquecida!
E fico, pensativa, olhando o vago...
Toma a brandura plácida dum lago
O meu rosto de monja de marfim...
E as lágrimas que choro, branca e calma,
Ninguém as vê brotar dentro da alma!
Ninguém as vê cair dentro de mim!
Lágrimas ocultas, Florbela Espanca
No Dia Mundial da Poesia, o meu poema preferido de uma mulher mais alta, maior do que os Homens.
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