Às vezes questiono-me cheia de inseguranças mais, ou menos infundadas: E se ele um dia acorda e decide deixar-me? Uma vez perguntei-lhe isto. A resposta foi, meio a sério, meio a brincar: Volto a adormecer. Não pude deixar de rir. Que resposta esperava ouvir? A verdade é que estamos tão habituados um ao outro que é-me difícil imaginar tal situação. Não é uma habituação no sentido pejorativo, mas algo bom, positivo, aquele querer sempre mais. Já perdi há muito tempo a ilusão do para sempre, e por essa razão tenho um discurso muito ponderado sobre as relações em geral e, particularmente, sobre a minha. No entanto, consigo ver-me no futuro com ele. Sei que dificilmente encontrarei alguém que se coadune tão bem com a minha forma de estar na vida. Quem é que seria capaz de aturar o meu lado infantil? Quem mais me iria ligar todas as noites para estarmos uma hora a falar de nada? Na minha geração não encontro ninguém como ele: uns são uns idiotas lamechas e românticos, que mais parecem saídos de um filme da Disney, outros, a grande maioria, são uns mulherengos sem igual, para não dizer outra coisa e partir para o insulto. Se eu soubesse que Deus existe mesmo, deitava todos os dias as minhas mãos para o céu a agradecer-lhe a sorte que tenho; como não tenho essa certeza, vou tentando ser boa rapariga, para que ele não acorde um dia a pensar: Já chega de sonhar, a realidade é outra.
1 comentário:
A minha relação com o meu namorado é idêntica. Só que ainda acredito no "para sempre" e acredito que podemos chegar a esse ponto.
:)
Enviar um comentário