|?; © Stina Persson|
Quantas e quantas vezes a sinceridade é confundida com a aspereza. E quem as confunde não é o receptor, mas sim o locutor. Não julguem que nos é permitido ser totalmente sinceros, sempre. Não queiram que a transparência de personalidade se torne em maldade. Às vezes não podemos dizer o que somos e queremos a toda a hora, com todas as pessoas. Muitas vezes temos de nos calar, engolir alguns sapos, em vez de dar azo às nossas incontestáveis verdades, que só o são para nós mesmos. Faz-me confusão quem fala em demasia, quem não sabe dar oportunidade aos outros de se exprimir, quem diz tudo de cabeça quente. Se a nossa liberdade tem condicionantes, a nossa sinceridade também. E antes de qualquer outra condição, a delicadeza está em primeiro lugar. Quem não consegue conjugar o tal conceito de delicadeza com os de franqueza e verdade devia calar-se; em vez de estragar o humor de quem passa a vida a escolher as palavras certas.
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