quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Direitos e deveres

“A homossexualidade não é normal”, diz D. José Saraiva Martins. Hoje não me apetece atacar a religião, estou demasiado cansada para isso.
Pergunto antes, retoricamente, o que leva uma pessoa, qualquer civil, a perder sequer um dia da sua vida a tentar impedir que outros se casem? É para mim um absoluto mistério, confesso. Estamos a falar de um direito para uns que não afecta os direitos de mais ninguém. Ou terão eles, os homossexuais, que respeitar os mesmos deveres que qualquer hetero e não conviverem sob os mesmos direitos?
O que os faz correr? Que infeliz retrógrada se preocupa em deixar outrem não ser feliz?

14 comentários:

U disse...

Cá para mim, são todos uns preconceituosos que só olham pelo seu nariz. Enfim!

Nuno, apenas Nuno. disse...

Eu não tenho nada contra. Desde que nenhum se faça a mim! :| Podem casar à vontade para mim... Mas e adopção depois? isso é que não sei até que ponto é viável.. :s

disse...

A igreja acenta as suas bases em X regras, sendo uma delas diz que se não seguires o matrimónio tens de te consagrar ao Senhor. E diz ainda que se optarmos pelo casamento, terá de ser heterosexual. Eu sou católico e não tenho problemas em afirmar-me como tal. Mas há de facto coisas com as quais não podemos concordar nem muito menos pactuar. Esta é uma delas. Ainda considero que não se trata de preconceito na verdadeira acepção da palavra. Trata-se mais de a instítuição ser retograda e aí é-o em todos os aspectos. Mas agora repara. Se dois homosexuais quiserem casar, não será certamente a igreja a proíbir. A própria constituíçaõ portuguesa não o permite.

Não estou de todo a defender a instituição em questão, há muitos aspectos nela, como já disse, com os quais não concordo, apenas dei a minha opinião. Que é, amem-se à vontade, mas respeitem os limites de cada um, assim como querem ser respeitados!

Abraço

Nuno R disse...

Eu acho que todos deviam ter os mesmos direitos. O casamento entre homossexuais não interfere em nada na vida dos outros. è como dizes, anormal é impedir que tal aconteça.

U disse...

Ora nem mais, acho muito bem.
Acho que percebeste, quando disse dos preconceituosos, que estava a falar dos que andam para aí a criticar. (provavelmente percebeste, mas eu ando meia confusa.)
Enfim, gentinha parva!

disse...

Tens razão, my bad, deixei-me levar pela imagem. Mas concordo com tudo o que expões aqui e com o que me deixas-te em comentário.

Nuno, apenas Nuno. disse...

Não sei. No fundo pode ser um bocado tendencioso embora ache que eles também têm esse direito... E não nos podemos dar ao luxo de fazer experiências. :s *

Wilson disse...

Acho impressionante uma instituição como a igreja meter-se em assuntos políticos.

Se fossem ajudar os necessitados ganhavam mais.

Já o disse no meu blog e volto a dizê-lo: casem-se, divorciem-se, façam o amor.

O casamento deve ser acessível para todos.

Rui Moreira disse...

http://maiactual.blogspot.com/2009/02/casamento-civil-entre-pessoas-do-mesmo.html

Ivan Mota disse...

É digno de censura uma comentário destes por parte da igreja. Já vai sendo hora de abrirem os olhos, depois queixam-se aos sete ventos que estão a perder fiéis.. não admira. De qualquer maneira, desconfio que não se importariam de celebrar um casamento homossexual a troco de uns bons milhares de euros extra.

Afonso Costa disse...

Ah e tal porque os homossexuais não podem ter filhos e vão contribuir para o envelhecimento demográfico. Também já ouvi esta. xD

É com cada treta. Eles também têm o direito a ser felizes ou não?

Beijinho*

Afonso Costa disse...

Ah e tal porque os homossexuais não podem ter filhos e vão contribuir para o envelhecimento demográfico. Também já ouvi esta. xD

É com cada treta. Eles também têm o direito a ser felizes ou não?

Beijinho*

Dana disse...

Interessantes, os comentários a este teu artigo. Acima de tudo o mais deve prevalecer o amor. Ame-se quem se ame.

Bj

Aubergine. disse...

Passam horas e horas a arranjar pretextos para assuntos que nem tão pouco lhes dizem respeito, se pessoalmente não os querem casar, não casem, não quer dizer que não haja outros dispostos a fazê-lo.

*

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