Há muitas formas de violência. Não, não vou escrever sobre o vídeo das adolescentes idiotas que espancaram a outra coitada. Quero escrever, sim, sobre a violência entre casais de namorados, porque é um assunto que me tem vindo a atormentar. Há quem diga, antes de mais, que a violência verbal pode ser bem pior do que a física, mas eu não estou muito de acordo, uma vez que a física não deixa apenas marcas na pele, mas também na auto-estima, nos sentimentos, etc, etc. Mais ainda, normalmente a física vem sempre com um belo palavreado, por isso... No entanto, e como diz o povo, cada um sabe de si e não podemos de todo dizer que este ou aquele sofre mais só porque levou um estalo e não ouviu um insulto. Não dá para quantificar e não é isso que está em questão.
Nunca assisti a nenhuma cena de violência física. Já da psicológica não posso dizer o mesmo. Infelizmente, não conheço apenas um caso, nem dois. A violência doméstica é triste, mas é muito triste que um jovem se deixe levar de tal forma, ao ponto de não ter opinião e vontade próprias. Não sei se será falta de personalidade, ou boa-vontade excessiva, o que é certo é que ter uma relação assim não é saudável. O caso mais grave que eu vi de perto durou 5 anos e só acabou porque ele, o agressor, pôs um ponto final. E como amiga sinto-me frustrada. Por muito que se dissesse que ele não prestava, não adiantou. Ela não podia ter amigos do sexo masculino, nem sequer dar um passo sem que ele soubesse. Não podia ir a uma festa de anos em que houvessem rapazes, não podia ir ao café com amigas, não podia estar no café com ele, porque simplesmente acreditava que os outros estavam todos a fazer-se a ela. Perdeu a adolescência isolada e agarrada a um futuro que não existia. Perdeu amigos e experiências que não pode viver em mais idade nenhuma.
As pessoas não se habituam apenas às coisas boas, também se habituam a sofrer. Foi o que aconteceu neste caso. As pessoas apaixonam-se, ficam inseguras e nestas situações sacrificam até o próprio bem estar psicológico por amor. E a vida é curta demais e boa em demasia para ser sacrificada com gente que não nos ensina nada, nem nos dá o amor que merecemos. E não são apenas as mulheres as vítimas, conheço outro caso no presente - que me parece perdido - em que é ela a pressionar, a humilhar, a dar ordens, a controlar a relação. Eu sei que há algumas adolescentes a lerem este blog. Nunca se esqueçam que vocês estão em primeiro lugar e que não há amor no mundo que valha a pena, se não respeitar o vosso corpo, as vossas opiniões e escolhas, os vossos sentimentos e, acima de tudo, a vossa liberdade.
As pessoas não se habituam apenas às coisas boas, também se habituam a sofrer. Foi o que aconteceu neste caso. As pessoas apaixonam-se, ficam inseguras e nestas situações sacrificam até o próprio bem estar psicológico por amor. E a vida é curta demais e boa em demasia para ser sacrificada com gente que não nos ensina nada, nem nos dá o amor que merecemos. E não são apenas as mulheres as vítimas, conheço outro caso no presente - que me parece perdido - em que é ela a pressionar, a humilhar, a dar ordens, a controlar a relação. Eu sei que há algumas adolescentes a lerem este blog. Nunca se esqueçam que vocês estão em primeiro lugar e que não há amor no mundo que valha a pena, se não respeitar o vosso corpo, as vossas opiniões e escolhas, os vossos sentimentos e, acima de tudo, a vossa liberdade.
1 comentário:
concordo a 100% com a tua opinião. o amor deveria sempre ser o oposto da violência (de qualquer forma).
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