quarta-feira, 12 de maio de 2010

Habemus Papam

Gostava de ter mais fé. Não é novidade que as religiões separam os povos, mas unem sobretudo. Quando à Instituição Igreja e falando no seu dialecto, não vou de todo à missa dela. Se me permitem, acho mesmo aquilo tudo uma hipocrisia, no geral. Mas não vou negar que me comove ver no pequeno ecrã a quantidade de pessoas que aguenta ali firme debaixo de chuva e frio, a entoarem cânticos de louvor a um Deus que nunca viram e a venerarem um homem com tantos defeitos como elas. A mesma comoção que eu sentia quando era mais pequena e ia lá com a minha família. Aquele espaço - Santuário de Fátima - transmite, de facto, qualquer coisa muito especial. 
Tornei-me céptica nesta matéria das crenças religiosas, mas admiro verdadeiramente quem acredita e se agarra a elas com tudo o que tem. Admiro e percebo que tenham de o fazer. E até eu, apesar de céptica e agnóstica, nas horas de maior aperto tento pedir inspiração divina. Não preciso de uma igreja ou de um padre. Preciso de olhar para dentro e tentar acreditar que existe alguma coisa invisível que nos pode guiar. Nem sempre consigo e por isso gostava de ter mais fé. Temo ainda que, talvez com o tempo, esta tendência de quase descrença se agrave, muito por causa do meu lado racional e acima de tudo pelas desilusões e partidas da vida.

4 comentários:

Anónimo disse...

faço das tuas as minhas palavras V. :)

Poetic Girl disse...

Há sempre um momento em que questionámos aquilo em que fomos criados. Também me aconteceu, e quando a vida foi má para mim, perguntei-me onde estava esse Deus que permitia que as coisas más acontecessem. Mas a verdade é que eu preciso de nos momentos de aflição me virar para algum lado. Normalmente nesses momentos é a minha fé que fala mais alto, por isso entendo bem o que move essa gente, é a fé e a esperança de um mundo melhor. bjs

lardopensamento disse...

Muitas das pessoas de que falas têm fé porque nunca se questionaram sobre o que ali se passa. Muitas não têm sequer capacidade para fazer uma análise objectiva.
Mas acima de tudo (e agora isto é controverso pra diabo!) a fé é um sinal de fraqueza. Os problemas resolvem-se com suor e trabalho duro, introspecção e força de espírito. Do resto não nascem soluções...

Margarida disse...

eu estive em lisboa. (acredita que aguentar debaixo do sol também não é lá muito bonzinho :b) mas um dia, tenta ir lá. se não quiseres, não tem de ser cristão, católico. se fores ao fundo da questão, tudo é o mesmo, apesar de uns mais 'correctos', vá, que outros. mas mete-te no meio. vê.

Enviar um comentário