[Sasha Pivovarova]
A história começara de forma menos convencional do que o comum ou menos aceitável para um punhado de pessoas. Tinha sido assim aquela única noite.
Passaram meses, viera a viagem. E ali estavam eles de novo frente-a-frente. Não era o destino a uni-los, era o que tinha de ser. Depois do primeiro impacto e de transposta a timidez lá veio ele. Ela deixou-se apenas levar.
Voltaram, a voar, não só no avião, mas também em sonhos. Ela sabia que gostara mais do que o suposto da viagem. Sucederam-se outros encontros e a vontade de estar e ficar começara a ganhar forma, conteúdo e recheio, deixando para trás o receio. A inquietude aflitiva das borboletas no estômago dizia tudo.
Houveram barreiras a ser transportas, mas no fim, num dia de sol na praia, um novo capítulo começara. Ela percebera de imediato que a vida podia dar-lhe prazer e que talvez pudesse até melhorar, mas que nem sempre tudo estava nas suas mãos. Não simpatizava com as contrariedades das relações à distância e da separação contrafeita. A vida testou-os e foi um pouco cruel. Alguns acreditaram que era uma zanga passageira, outros tentaram fazê-la ver que afinal ele podia não ser assim tão perfeito e que a vida iria seguir em frente com ou sem ele. Por sua vez, ela acreditara e desacreditara em si e na sua esperança muitas vezes, nunca no que sentia por ele, nunca nele. E jamais abrira a boca para dizer mal dele.
O tempo passou e ajudou-os. Não podiam fugir ao que tinha de ser. E, enfim, na mesma praia, onde tantos bons momentos passaram, viram o sol nascer e o amor renascer.
2 comentários:
que bonito V
E isto é o amor! :)
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