
Karolina Kurkova
Eu gosto que me deixem em paz, que me ignorem até. Gosto de estar sentada à mesa com a família e que me permitam estar deliciada a ouvir as conversas. Fico extremamente constrangida quando tenho todos os olhos postos em mim e não é só quando estou em território desconhecido. Nunca gostei de ser o tema principal e não gosto das luzes da ribalta voltadas para mim.
Depois há a outra face da moeda. Não me considero uma pessoa totalmente tímida. Um bicho-do-buraco, como caracteriza a minha mãe as pessoas que não têm iniciativa para nada, nem sabem socializar. Olho para os outros de igual para igual, independentemente da idade, orientação sexual ou género, por isso não tenho aquela coisa de achar que A ou B é superior a mim. Gosto muito de conversar e que me dispensem a atenção necessária quando eu mereço. No fundo, gosto de me destacar naturalmente, que olhem para mim um de cada vez e não todos ao mesmo tempo, e de estar em foco só quando eu quero. Procuro estar na vida desta forma: sem grande espalhafato. No facebook não troco juras de amor com o meu namorado e muito menos me ponho com longas conversas nas mil e quinhentas fotos juntos, para mostrar aos outros que sou-a-pessoa-mais-feliz-do-mundo-com-o-melhor-namoro-do-universo. Gosto da minha privacidade, de estar comigo e que todas minhas relações não sejam motivo de inveja, cobiça ou até mesmo, em algumas situações, pena por parte dos outros.
A vida é muito mais do que querermos agradar a todos e não é de todo, querermos chamar a atenção deles forçosamente. É uma lição que muitos, de resto, deviam aprender. Definitivamente.
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