domingo, 21 de junho de 2009

Do anonimato (salvaguarda*)

Não preciso de um blogue para ser grande e inteira grandes queridos. A questão não é se escrevo aqui uma coisa e sou outra diferente no real. Sou sempre eu mesma, não finjo e sou honesta com os outros e comigo. No entanto, não dizemos tudo o que nos passa pela cabeça. E isso não implica que não sejamos sinceros com os outros, mas que existam formas de se dizerem as coisas.
A questão aqui é, apenas e só, que todos, sem excepção, temos segredos e pensamentos que nem sempre são partilháveis com quem nos conhece. Coisas do dia-a-dia, concretas, nada de filosofias baratas ou coisa do género. Não havendo anonimato suficiente para tal, a gerência deste blogue não pretende ferir susceptibilidades e como tal opta pela discrição.

(* ou adoro controvérsia)

3 comentários:

Nuno R disse...

È contigo. Eu também acho que não podes (nem deves) dizer tudo. Mas deves basear-te essencialmente no que acreditas, talvez seja daí que vêm a contradição que falavas. Não te sentes capaz de dizer tudo, e por isso, às vezes, deixas escapar alguma coisa que depois arrependes-te, por não teres dito exactamente o que querias.
Eu gosto do que escreves, tens posts muito interessantes. Mas alguns podiam ser ainda mais se te deixasses ir pela contradição, nem que fosse subtilmente. Mas isto é apenas a minha opinião.

Nuno, apenas Nuno. disse...

Ooooh! Eu a ver se havia aqui porrada no blog. Já estava aqui todo contente x)
Óbvio que não deves dizer tudo pá. Até pq deve haver muito que não deve ser mesmo como tu pensas...

Afonso Costa disse...

Existem formas de se dizerem as coisas, e existem simplesmente coisas que não têm que ser ditas.

PS: controvérsia não falta neste blog :D

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